SONDA

A programação do SONDA – Festival de Artes Sonoras, Visuais e Performativas

das Caldas da Rainhaespelha uma visão transversal e interdisciplinar da cultura portuguesa, no sentido da prospecção e da pesquisa. Uma sonda é um instrumento para conhecer a profundidade da água e a natureza do fundo, e mais recentemente, perscrutar a linguagem de novos mundos.

O Festival SONDA é uma proposta cultural interdisciplinar que promove o diálogo e a intersecção entre as várias artes desde a música e o vídeo, à dança, ao cinema, às artes plásticas e ao design.

A primeira edição do Festival SONDA realizada em Caldas da Rainha entre o dia 2 e 16 de Outubro de 2004 contou com uma programação criativa e arrojada, apoiada pelo Instituto das Artes, que promoveu a produção artística nacional no sentido da prospecção de novas linguagens resultantes da intersecção das várias áreas artísticas.

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Na área da dança contemporânea, o SONDA apresentou dois coreógrafos nacionais, Tânia Carvalho com o espectáculo “Na Direcção Oposta” e uma reposição de Miguel Pereira “António Miguel”. No teatro, sondaram-se dois projectos recentes de Mónica Calle “As Três Irmãs – uma vez mais” e “Rua de Sentido Único”.  Na área da música contemporânea portuguesa, o festival apostou em espectáculos híbridos de performance musical e ilustração com os projectos de Nuno Correia / André Carrilho e Bulllet / António Jorge Gonçalves e dois concertos de bandas locais Bass Off e Zebu3pide. A primeira edição do SONDA contou ainda com uma mostra de cinema independente com a exibição dos filmes dos premiados do IndieLisboa, duas exposições, uma de video-arte e outra de artes plásticas e a participação de uma editora independente, a This.co, com os projectos de Sci-fi Industries e Rasal-A-Sad. O Prémio Nacional de Cerâmica Decorativa Frazarte foi lançado na cerimónia oficial de abertura do Festival, durante a qual se ofereceu à cidade o espectáculo “Cassandra” de Cristóvão Cunha.

A par desta programação, realizaram-se duas festas com duas destacadas produtoras nacionais de música electrónica, a Sonic com Electropopers DJ Set de Nelson Flip e Expander e, a Pulsar, com os Djs Pittpull e Plagia e VJ pelo colectivo Kaputz.

A excelente programação e qualidade técnica reflectiram-se não só na surpreendente adesão do público que, inclusivé, chegou a esgotar alguns dos espectáculos apresentados, mas também na cobertura mediática realizada pela Gazeta das Caldas, pela Rádio Caldas, no artigo da revista Visão, no destaque do lançamento do festival na TSF, e nos destaques efectuados pelo jornal Público durante a realização do evento.

Um dos objectivos também plenamente conseguidos nesta primeira edição foi o de animar espaços cujo uso e a história determinaram a fisionomia da cidade, com a sede situada na antiga Pensão Portugal no centro da cidade, por onde passou grande parte do convívio dos participantes no SONDA.

O Sonda começou por ser apenas um festival multidisciplinar que trouxe às Caldas alguns criadores nacionais como Mónica Calle, Tânia Carvalho, Miguel Pereira, Bulllet e uma exposição antológica de video-arte nacional. Foi pela qualidade da programação e pela sua ligação à Escola Superior de Artes e Design apoiado na sua 1ª edição pelo Instituto das Artes, merecendo uma apreciação bastante positiva do seu Júri. Ficámos em 4º lugar na lista final do Concurso de apoio a projectos pontuais.

Mas, não foi apenas isso. Em Março de 2005, o Sonda apresentou nos Pimpões as primeiras sessões de cinema independente de Caldas da Rainha, O SONDA EXPRESS, uma extensão do Indie Lisboa com exibições de 3 longas-metragens e 2 curtas. E em Julho deste ano, apresentou o PARQUE ENCANTADO, um convite a um calmo passeio pelo parque, perseguindo no ar adocicado de uma noite de verão, uma ou outra nota musical mais atrevida, existindo ainda, um mercado das artes e animação de rua.

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